sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Agora que o sol de Ipanema voltou...

Chegamos em casa!
Fechamos o roteiro passando dois dias em Cabo Frio, no já mítico Itajuru, e voltamos de ônibus até nossa casinha aconchegante de Ipanema. Agora que o sol está acima de nós de novo e que sentimos os amigos por pertos, podemos olhar para traz esquecendo do susto do acidente e lembrar das imagens maravilhosas desse mês na America do Sul!
Algumas fotos da nossa última semana, para cumprir até o fim a missão deste blog:

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Nous sommes à la maison!
Nous avons bouclé la boucle en passant deux jours à Cabo Frio, au déjà mythique Itajuru, et nous sommes rentrés en bus jusqu'à notre douilette maison à Ipanema. Maintenant que le soleil est au-dessus de nous à nouveau et que nous sentons nos amis proches, nous pouvons regarder en arrière et oublier la peur de l'accident pour se souvenir des images merveilleuses de ce mois en Amérique du Sud !
Quelques photos de notre dernière semaine, pour remplir jusqu`à la fin la mission de ce blog :


Primeiro, vamos nos despedir da Toyota que sirviu bravamente até seu último sopro.
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Tout d'abord, un au-revoir á la Toyota qui a servi bravement jusqu'à son dernier souffle.






Um "Gracias" enorme para as familias de Oscar e Martins que nós adoptaram durante dois dias, e foram responsaveis por nossas primeiras risadas depois do acidente.
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Un "Gracias"énorme aux deux familles de Oscar et Martins qui nous ont adopté durant deux jours et nous ont offert nos premiers sourires après l'accident.


O Hotel Belgrano, na cidadezinha de Perito Moreno, da onde tentamos resolver a caótica burocrâcia do seguro do carro.
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Hotel Belgrano, dans la minuscule ville de Perito Moreno, d'où nous avons tenté de résoudre la chaotique bureaucratie de l'assurance auto.

Chico, explicando para papai e mamai na França, como a filinha teve acidente mas que está tudo sob controle. (saia justa...)
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Chico, expliquant à papa et maman en France, comment leur petite fille chérie a eu un accident mais que tout va bien. (pression...)






Sobreviveu...
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Il a survécu...







Último brinde em Buenos Aires, vivendo a vida de hotel 4 estrelas (o seguro do carro finalmente nós salvou!)
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Dernier verre à Buenos Aires, en vivant la vie d'hotel 4 étoiles (l'assurance auto nous a finalement sauvé!)







Última vista da cidade da janela do quarto
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Dernière vue de la ville de la fenêtre de la chambre









Nossas malas são feitas! Hasta luego Argentina!
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Nos valises sont bouclées! Hasta luego Argentina!





Depois das bens vindas, dos paparicos e das historias contada para a familia, no Itajuru a caça começa para a nova Toyota. Primeiro round, os classificados do Globo!
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Après un retour célébré para toute la famille et plusieurs histoires de voyage racontées, à Itajuru, la chasse à la nouvelle Toyota est lancée. Premier round, les petites annonces du journal!

sábado, 13 de janeiro de 2007

Estamos bem!

Antes de tudo: estamos bem!
Já que alguns amigos se preocupam, acho melhor avisar aqui que tivemos um acidente com o carro na Patagonia na terça-feira passado. Saimos com um grande susto e alguns pequenos aranhoes só, nao estamos machucados, mas o carro apanhou por nós e deve se aposentar na Patagônia mesmo.
Estavamos hà centenas de kilometros da primeira cidade, por isso tudo levou um tempo. Mas tivemos a sorte de encontrar duas familias que nos ajudaram muito, mal sabemos como os agradecer.
Agora estamos resolvendo as coisas com o seguro e chegamos em Buenos Aires, vamos passar a fin de semana aqui até pegar um vôo para o Rio.
Bom, nao acabou da forma que imaginavamos, mas estamos felizes por estar intatos nós dois. Logo colocarei uma fotinha de nos do lado do Obelisco para comprovar isso!

Voltaremos por terminar a ruta 40 e fechar o circulo até o Rio o ano que vem, está marcado, mas desta vez de bicicletas.

Beijos a todos!
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Avant tout : nous allons bien!
Puisque quelques amis se préocuppent, je crois qu´il vaut mieux aviser ici que nous avons eu un accident de voiture en Patagonie mardi dernier. Nous en sommes sortis avec une belle peur et quelques égratignures seulement, mais la voiture a subi les coups pour nous et doit prendre sa retraite là-bas en Patagonie.
Nous étions à des centaines de kilomètres de la première ville, tout a donc pris beaucoup de temps, mais nous avons eu la chance de rencontrer deux familles qui nous ont aidé énormément, nous ne savons pas comment les remercier à leur juste valeur.
Maintenant nous sommes en train de résoudre les choses avec l´assurance et nous sommes arrivés à Buenos Aires, pour y passer le week-end avant de prendre un vol pour Rio lundi.
Bon, cela ne se termine pas comme nous l´imaginions, mais nous sommes heureux d´être tous les deux indemnes. Je vais mettre très vite une petite photo de nous au pied de l´Obélisque pour le prouver!

Nous reviendrons l´année prochaine pour terminer la route 40 et boucler la boucle jusqu´à Rio, le rendez-vous est pris, mais cette fois ce sera en vélo.

Bisous à tous!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

El Calafate, porta do Glaciar Perito Moreno















Chegamos ontem a noite para a pequena e turistissima cidade de El Calafate. O tempo de achar um hotel - tarefa dificil pois a cidade está lotada - e comer um bom bife de chorizo para celebrar nossa volta na Argentina. Hoje, fomos conhecer o Glaciar Perito Moreno, super star no mundo do gelo. Realmente, é muito impressionante e o barulho da queda de pedaçao de gelo na agua parece anunciar o apocalipse!

Mais uma noitinha em El Calfate e amanha, on the road again!













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Nous sommes arrivés hier soir dans la petite et ultra touristique ville de El Calafate. Le temps de trouver un hotel - tache difficile car la ville est bondée - et de manger un bon steack de chorizo pour célébrer notre retour en Argentine. Aujourd´hui, nous sommes allés rencontrer le glacier Perito Moreno, super star du monde de la glace. Réellement, le vacarme de la chute de morceaux énormes de glace dans le lac est impressionant et parait annoncer l´apocalypse !
Une nuit de plus à El Calfate et demain, on the road again!

Chico e a Toyota, uma historia de amor mecânico

























Sabia que ia acontecer, e nao pude fazer nada. O Chico se apaixonou de vez pela Toyota.
Dedeco, pode ficar tranquile que ela tao sendo tao bem cuidada quanto a esposa querida!

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Je savais que ça arriverait, mais je ne pouvais rien y faire. Chico est tombé sous le charme total de la Toyota.
Dedeco, rassures-toi, il s´en occupe aussi bien que de son épouse chérie!

Torres del Paine. Respeito.













Torres del Paine é certamente um dos lugares mais lindos que já vimos no mundo! (você tinha razao Ana!) Cadeia de montanhas geladas, lagos de um cor azul que meu pobre português nunca poderia descrever - confesso que nem meu francês teria essa capacidade, mas isso vocês nao sabem - florestas, glaciares... e animais por todo canto: condores, guanacos, ambu (tipo de abestruches), raposas, carneiros...
Chegando no Lago Grey, onde blocos de gelos gigantes, caidos do glaciar que fecha o lago, flutuam até as praias de areia preta, duvidamos seriosamente que esta paisagem seja terestre mesmo!
Impressionante.






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Torres del Paine est certainement l´un des plus beaux endroits du monde ! (tu avais raison Ana !) Chaînes de montagnes enneigées, lacs d´un bleu que mon pauvre vocabulaire ne saurait décrire, forêts, glaciers...et des animaux partout : condors, guanacos (sorte de lhamas), ambu (type d´autruche), renards, moutons...
En arrivant au lac Grey, où des blocs de glace gigantesques, détachés du glacier qui termine le lac, flottent jusqu´aux berges de sable noir, nous doutions sérieusement : ce paysage est-il vraiment terrestre ? Impressionant.

El Pacifico?

Saimos de Punta Arenas dia 6 para a direçao de Puerto Natales, porta de entrada do famoso Parque Torres del Paine e sobretudo primeira ligaçao desse viagem com o Pacifico!
Chegando na praia da cidade, ficamos um pouco confusos com a geografia da regiao, cheia de arquipelagos e lagos e fjords e canais... Pulamos na praia, molhamos a mao, fizemos fotinhos e tudo, mas no final, era mesmo o Pacifico aqui, ou somente uma lagoa isolada?













Enchendo o tanque no posto de gazolina da praia, o Chico quis tirar as duvidas e perguntou animadao ao funcionario, apontando pelo mar: " Es el Pacifico ?"
Resposta cinica com rictus sarcastico: "Bueno, un pedaçito, né." Faltava só o "mané", no final da frase. Realmente, o sujeito acho que tava tratando com dois malucos que nunca tinham visto oceano na vida!
Viva el pedaçito de Pacifico!

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Nous sommes partis de Punta Arenas le 6 en direction de Puerto Natales, porte d´entrée du fameux Parc Torres del Paine et surtout la première apparition du Pacifique durant notre voyage !
En arrivant à la plage, nous étions un peu perplexes face à la géographie de la région, pleine d´archipels, de lacs, fjords et canaux...nous avons couru sur le sable, nous sommes mouillés et pris les obligatoires photos, mais en fin de compte, est-ce qu´il s´agissait vraiment du Pacifique ici, ou simplement d´une lagune isolée ?

En faisant le plein d´essence à la station face à la plage, Chico a voulu mettre fin à nos doutes et un brin euphorique a posé la question au pompiste, en pointant la mer de son index : " Es el Pacifico ?"
Réponse cynique et rictus sarcastique: "Bueno, un pedaçito, né." (Bon, une partie seulement, hein"). Réellement, il a du penser avoir à faire à deux gentils abruptis qui n´avaient jamais vu d´océan de leur vie. Viva el pedaçito de Pacifico!

A fuga de fogo da Terra del Fuego!

Finalmente, depois de 3 dias de preguiça gelada em Ushuaia, ligamos de novo o motor do carro.

Cruzamos no sentido contrário todos os lagos azuis cristalinos das florestas vizinhas da cidade mais austral do mundo e chegamos no deserto árido do norte da ilha, para passar mais uma vez a fronteira do Chile (já passamos 4 vezes essa fronteira em menos de uma semana, nossos passaportes começam a paracer os de fugitivos indecisos). Dessa vez queriamos travessar o Estreto de Magalhaes - aquele que nos emocionou tanto - num lugar mais largo em direçao de Punta Arenas no continente.

Depois de 5 horas de carro e algumas em fila nas alfandegas, chegamos correndo para pegar o único ferry do dia, no pequeno vilarejo de Porvenir. É là que nossa hitoria do dia começa:

Percebemos (grandes cabeças de ventos que somos) que nao tinhamos dinheiro chileno conosco, e até dinheiro argentino tinhamos pouco... Ai, a pressao subiu. Faltava 25 minutos para o ferry sair - repito o único do dia no meio do nada - Entramos ansiosos na fila da caixa para tentar "negociar" (ou "dar um jeito" como descreve o How to be carioca). A senhora respeitavelmente burocratica aceitou, Ô sorte, de receber nosso dinheiro argentino....mas faltava o equivalente de 30 Réais, Ô azar.
Corrimos até o único banco da plaça da aldeia para tentar sacar - menos 20 minutos - chegamos no banco, entramos, tentamos... fracassamos! Nosso cartao visa nao era aceitado ali, mastercard domina o fim do mundo. 15 minutos. Pulamos no carro e voltamos até o pier do ferry. Corremos até a caixa para tentar "negociar" de novo com a senhora respeitavelmente burocratica. Menos 10 minutos. O quanto estava me aproximando da caixa, o Chico tinha a missao de achar alguem a bordo dispoto a trocar nossas poucas notas de reais sobrando no fundo da mochila para conseguir fechar a conta.

Nesse momento nosso salvador apareceu: O Capitao do navio. Menos 5 minutos.

Ele chegou frente ao Chico, tentando se explicar no seu melhor espanhol (o que dava um pose de falcatrua imperdivel) . Os dois me encontraram na caixa, e o capitao nos fez embarcar com a promessa de pagar chegando là em Punta Arenas. Era a palavra dele. Ô Captain, my captain!

Sorrindentes e felizes de nao ter que passar uma noite no carro, nos preparamos para embarcar. Foi quando percebemos que no meio da agitaçao o Chico tinha perdido a carteira dele. Menos 3 minutos. Correu até a caixa, e eu revirava o carro inteiro. Mas no último minuto, voltou rindo ao lado do Capitao, tinha esquecido a carteira na caixa, estava na maleta da senhora. Pudemos embarcar, ela devolverá depois. O ferry zarpou.

Duas horas e meia de travessa no pôr do sol e num vento agudo. Ondas batendo as bochechas do navio e jogando aguas até os carros apertados no fundos. Mas estavamos serenos e tranquiles : "que historia foi essa travessa, que bom que tudo deu certo". Celebramos no meio do corredor transoceânico nossa modesta epopéa do dia. Foi sem contar com a chegada.

Na hora de subir no carro para desembarcar, estavamos conversando com o capitao - já amigo do Chico com quem trocava cartao e promessa de visita no Rio* - quando ligamos o motor para corrir até um banco e sacar o dinheiro, pedimos ao capitao a carteira que tinha ficado com ele e a senhora. Olhar dubitativo do marinheiro: "Que carteira ?"
A senhora - aquela da caixa, respeitavelmente burocratica - nao tinha entendido o Chico, e tinha visto carteira nenhuma. Ou seja. A carteira estava perdida e estavamos sem dinheiro (nem argentino, nem chileno, nem reais, nem nada!) e sem cartao de creditos. Os sorrisos do "momento troca de endereço" com o capitao se transformaram em um minuto em bocas abertas de susto e desespero...
Virei o carro inteiro para verificar se a carteira nao tinha caido, o Chico pulou do carro e tentou se explicar e entender o que aconteceu (colocando em dúvida a palavra da mulher), o tom começava a subir, o espanhol se embolava todo, e eu no meio da bagunça do carro tentava imaginar como maximisar o nossos 100 reais aproximativos para sobreviver ainda 15 dias! O suplicio durou 10 minutos, o tempo do Chico passar a cabeça dentro do carro e achar a carteira dele num canto escondido. Respiro. Os sorriros voltaram, e deixamos de passar por pilantraos (mas malucos continuamos parecer com certeza). Corrimos até a cidade para poder tirar o dinheiro e voltamos para o porto onde o barco vazio e sozinho no pier, nos esperava, capitao aos comandos. Ele desci, foi pago, prometeu ao Chico visitar o Rio.

Nos despedimos dele, da tripulaçao - ja eramos famosos - e saimos do porto com a saudaçao da buzina do ferryboat do Estreto de Magalhaes.

Assim passamos de volta ao continente.

* Nota de viagem: Ser brasileiro é o melhor passaporte do mundo!

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Finalement, après 3 jours de farniente gelée à Ushuaia, nous avons redémarré le moteur.

Nous avons croisé dans le sens inverse tous les lacs bleus cristalins des forêts voisines de la ville la plus australe au monde pour atteindre le désert aride du nord de l´ile et passer une fois de plus la frontière du Chili (nous avons déjà passé cette frontière 4 fois en moins d´une semaine, nos passeports paraissent ceux de fugitifs indécis). Cette fois, nous souhaitions traverser le Détroit de Magellan - celui qui nous avait tant ému - à un endroit plus large en direction de Punta Arenas sur le continent.

Après 5 heures de voiture et quelques unes en file d´attente à la douane, nous sommes arrivés en courant pour attraper l´unique ferry du jour dans le petit village de Porvenir. C´est là que notre histoire du jour commence:

Nous nous sommes aperçu (étourdis que nous sommes) que nous n´avions pas d´argent chilien avec nous, et même très peu de billets argentins... La pression est montée. Il, manquait 25 minutes avant le départ du ferry - je répète, l´unique du jour - Nous sommes entrés nerveux dans la file de la caisse pour acheter le ticket d´embarquement en tentant de "négocier". La dame respectablement bureaucratique de la caisse a accepté, Ô chance, de recevoir notre argent argentin...mais il manquait l´équivalent de 10 euros et impossible de payer avec une carte, Ô malchance. Nous avons couru jusqu´á la seule petite banque du village pour tenter de retirer de l´argent - moins 20 minutes - impossible ! Notre carte visa n´était pas acceptée ici, mastercard règne à la fin du monde. Moins 15 minutes.

De nouveau, nous avons sauté à bord de la voiture pour retourner au petit embarcadère et tenter de "négocier" de nouveau avec la dame respectablement bureaucratique. Moins 10 minutes. Alors que je me rapprochais de la caisse, Chico avait pour mission de trouver un passager prêt à changer les quelques réais brésiliens trouvés au fond de notre sac à dos, afin de pouvoir atteidnre la somme demandée.

C´est à ce moment que notre sauveur est apparu: Le capitaine du navire. Moins 5 minutes.

Il est venu voir Chico, qui tentait de s´expliquer dans son meilleur espagnol ( ce qui lui donner un air d´escroc implacable). Les deux m´ont retrouvé à la caisse et le capitaine nous a fait embarquer avec la promesse de le payer en arrivant à Punta Arenas. Parole d´honneur. Ô Captain, my captain!

Souriant et heureux de ne pas avoir à dormir une nuit dans la voiture, nous nous sommes préparés à embarquer...quand nous nous sommes apeçu qu´au milieu de l´agitation, Chico avait perdu son portefeuille. Moins 3 minutes. Il a couru jusqu´à la caisse et moi je revirais la voiture entière. Mais à la dernière minute, Chico est revenu riant au côté du capitaine, il avait opublié son portefeuille sur la caisse, il était dans la malette de la responsable. Nous pouvions embarquer, elle nous le rendrait plus tard. Le ferry a levé l´ancre.

Deux heures et demi de traversée au coucher du soleil, sous un vent aigu. Les vagues bataient les flancs du navire et jetaient de l´eau jusqu´au voitures refugiés au fond de calle. Mais nous étions sereins et tranquilles : "Quelle histoire cette traversée, heureusement tout fini bien". Nous avons célébré au milieu du couloir transocéanique notre modeste épopée du jour. Sans savoir ce qui nous attendait à l´arrivée.

En entrant dans la voiture pour désembarquer, nous discutions avec le capitaine - déjà grand ami de Chico avec lequel il échangeait carte de visite et promesse de visite à Rio* - en démarrant le moteur pour courir jusqu´à une banque, nous avons demandé au capitaine le portefeuille qui était dans la fameuse malette de la caisse. Regard dubitatif du marin: "Quel portefeuille?" La dame - celle respectablement bureaucratique - n´avait pas compris Chico et n´avait vu aucun portefeuille. Ce qui siginifie que le portefeuille était perdu et que nous n´aviosn plus d´argent (ni argentin, ni chilien, ni brésilien, ni rien!) e plus de carte de crédit. Les sourires du "moment échange d´adresse" avec le capitaine se sont vite transformés en bouches ouvertes d´étonnement et de désespoir...

De nouveau, je mettais sans dessus dessous la voiture pour vérifier si le portefeuille n´était pas tombé et Chico a sauté de la voiture pour tenter expliquer et comprendre ce qui s´était passé (mettant en doute la parole de la dame), le ton commençait à monter, l´espagnol se mélangeait et au milieu du chaos de la voiture je tentais déjà d´imaginer comment maximiser les 100 réais aproximatifs qui nous restaient pour survivre 15 jours! La torture a duré 10 minutes, le temos pour de Chico de passer la tête dans la voiture et retrouver son portefeuille tombé derrière son siège. Soupir. Les sourires sont revenus et d´un seul coup nous n´étions plus deux bandits aux yeux du capitaine (mais deux fous, oui nous l´étions certainement).

Finalement, nous sommes allé jusqu´à une banque et sommes revenus au port où le bateau vide et seul nous attentait, capitaine au commande. Il est descendu, a été payé et a promis a Chico de venir à Rio.

Nous avons dit au revoir à tout l´équipage - l´anecdote nous a conféré une certaine popularité à bord - et nous sommes sortis du port sous les salutations du ferryboat de Détroit de Magellan.

Voici comment nous avons rejoint le continent, le 5 janvier.

* Note de voyage: être brésilien est le meilleur passeport du monde !

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

USHUAIA.Chegamos!






















2 de janeiro, deixamos os estepes de Patagonia para traz e entramos no labirinto silvestre das montanhas que terminam o mundo. Chegamos finalmente no ùltimo porto dos marinheiros, a mais austral das cidades, a mitica Ushuaia! Ai estamos!!!! Final da Ruta 3, final du um mundo. Dois dias de descanso e depois a subida! Rumo ao Norte até os tropicos!!!













O cenario a volta da cidade é realmente impressionante. Montanhas nevadas e mar agitado. Um vizinhança única.O Chico com saudade do mar, e em homenagem a meu papai lobo-do-mar, tentamos hoje de manha de sair de veleiro para dar uma voltinha no Canal Beagle. Entramos no barco, vestimos macacao, casaco, botas e sentimos o barco balançar, mas na hora de zarpar... o sonho acabou. O porto estava fechado. O forte vento impedia as pequenas embarcaçoes de ir brincar na volta das ilhas lotadas de focas e pinguins. Mas, uma promessa ficou, a de voltar aqui em breve, dessa vez para dobrar o Cabo Horn, junto com vc papai, o encontro tà marcando, até já achamos a embarcaçao!Agora, acabou as noticias, muito coisa em um dia só. Amanha partimos para Punta Arenas, e depois...que sera sera, mas sera pelo Norte.

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2 janvier, nous avons laissé les steppes de Patagonie derrière nous et sommes entrés dans le labyrinthe sylvestre des montagnes qui terminent le monde. Nous sommes finalement arrivés à l´ultime port des marins, la plus australe des villes, la mythique Ushuaia ! La fin de la Ruta 3, la fin du monde. Deux jours de repos et ensuite la montés ! Cap au Nord jusqu´aux tropiques!!!
Le décor autour de la ville est vraiment impressionant. Des montagnes enneigées et une mer agitée. Un voisinage unique. La mer manquait à Chico et en hommage à mon petit papa loup de mer, nous avons tenté aujourd´hui de sortir en voilier, afin de faire un tour dans le Canal Beagle. Nous sommes montés à bord, nous avons enfilé pantalons, cirés, bottes et avons senti le bateau balancer, mais à l´heure de larguer les amarre, le rêve est fini. Le port était fermé. Le vent trop fort empechait les petites embarcations d´aller jouer autour des iles peuplées de foques et pingoins. Mais une promesse est restée, celle de revenir ici bientôt, cette fois pour doubler le Cap Horn, avec toi papa! Le rendez-vous est pris, nous avons même déjà trouvé l´embarcation ! Maintenant, les nouvelles sont finies, beaucoup de choses en une seule journée. Demain, nous partons pour Punta Arenas, et ensuite...que sera sera, mais ce sera vers le Nord.

Do outro lado do Estreito de Magalhaes

Bueno, estamos atrasados no relatorio da viagem. Para seguir o rumo precisaria voltar um pouco atraz, até o ano passado, 31 de dezembro de 2006. Escolhimos para passar a noite tao especial do reveillon um ponto pequeninho - daqueles que nem ganham negrito na mapa - o "encantador" Puerto Deseado.
500 habitaçoes e 200 habitantes no auge do boom econômico da cidade. Num dos 3 hoteis que se livram a uma crual competiçao, sentamos frente ao mar com presunto, azeitonas verdes e garafa de Chandon no bar vazio do Hotel deseado. Pouco tempo depois, às 23h, caimos sorrindo e dormindo na cama - o Chandon ajudou a gravidade nessa queda - sem nem ousar pensar em esperar a apreensiva contagem de meia noite.
2006 se foi...
2007 acordou cedo, soprando um forte vento do Nordeste, nós empurrando sempre mais ao Sul! Assim, passamos no dia a fronteira do Chile, nos arredores de Rio Gallegos. Frente ao mau humor legendário dos agentes, nos despedimos do resto de salami e queijos comprados na Argentina. Aperto no coraçao. Mas esquecimos logo o sacrificio quando o vimos, hà alguns metros do parachoque do caro. O Estreto de Magalhaes!

Estacionamos o carro no fundo do velho ferryboat e corrimos até o passadiço para curtir cada minuta da travessia. Nesse punto muito fino, o passagem se faz em 30 minutos. O sorriso mais longo da minha vida. Grande Magalhaes!

O tempo de voltar ao carro e brincar com a tripulaçao que estava assando um cordeiro e ai estavamos: prontos a rodar a Terra del Fuego!

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Bueno, nous sommes en retard dans le récit du voyage. Pour reprendre le fil, il nous faut revenir á l´année dernière, 31 décembre 2006. Nous avons choisi de passer la nuit tant spéciale du réveillon dans un minuscule point de la carte - un de ceux qui n´ont pas le droit aux caractères gras, ni aux majuscules sur les Atlas -"l´enchanteur" Puerto Deseado.500 habitations et 200 habitants au sumum du boom économique de la ville. Dans l´undes 3 hotels qui se livrent une cruelle compétition, nous nous sommes assis face à la mer, avec jambon, olivers vertes et bouteille de Chandon dans le bar vide de l´hotel désiré. Quelques heures plus tard, à 23h, nous tombions souriant et endormis - le Chandon aidant à la chute - sans même avoir l´audace de penser attendre le comptage apréhensif de minuit.
2006 s´en est allé...

2007 s´est réveillé de bonne heure, soufflant un fort vent du Nord-Est, nous poussant toujours plus au Sud ! Ainsi, nous avons franchi la frontière du Chili, aux alentours de Rio Gallegos. Face à la mauvaise humeur légendaire des agents, nous avons du nous séparer des derniers morceaux de saucissons et fromages achetés en Argentine. Pincement de coeur. Mais le sacrifice fut vite oublié en le voyant, à quelques mètres du parechoc de la voiture. Le Détroit de Magellan !
Nous nous calés au fond du vieux ferry avant de courir sur le pont supérieur pour profiter de chaque minute de la traversée. À ce point très étroit, le passage se fait en 30 minutes. Le sourire le plus long de ma vie. Vive Magellan !
Le temps de rejoindre la voiture et de plaisanter avec l´équipage en train de mettre en broche un mouton e nous y étions : prêts à rouler sur la Terra del Fuego !













Música: Lhasa!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Get Out Haoles! Locals Only!!!

Para Fabricio Alvez y Leozito Maturón.



A fabulosa fauna da Peninsula Valdés!

30/12, a descoberta da Peninsula Valdés:




















terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Crônicas de reboque na America do Sul

Hasta luego Buenos Aires! Contornamos o Obelisco e continuamos rumo ao sul, o extremo sul.
Bahia Blanca - Puerto Madryn (Peninsula Valdes) - Puerto Deseado - Rio Grande.

Milhares de kilometros de linhas retas, cortando a Pampa e depois a estepe da Patagônia. St Exupéry já tinha avisado, a Terra é um grande deserto.

Depois da nossa aventura humanitária da "Estrada do Inferno", acho que o Chico se sentiu investido de uma certa missao nessa viagem, e arruma quase a cada dia viuva e orfaos para salvar. Assim, no dia 29, as 11h30 no meio do nada, encontramos Anjel e Lina. 78 e 77 anos, com sorriso, alegria e um motor exausto. Primeiro rebocamos eles até a primeira cidade que estava pela frente (50 kilometros pela frente) afim de deixar o carro numa mecanica minuscula e embarcar nossos dois amigos a bordo até a destinaçao final deles, Carmen de Patagones (90 kilometros adiante. Lina subindo dificilmente no carro mandou no meio das risadas dela o sinal de saida: " Pata, Pata, Patagonia!". Foi assim que alguns kilometros e dezenas de assuntos depois passamos pela placa de entrada no territorio da Patagonia. Nos despedimos do nossos amigos na porta da casa do filho deles, um professor de física, um pouco surpreso de ver os pais tocar a campainha cercado de um brasileiro e uma francesa.

Mas pelo Sul, na saida da cidade de Comodoro Rivadavia (de ondas fantasticas!), encontramos nossa próxima missao: dessa vez uma familia inteira, com pais, vovó, criança e bebezinho, e uma correia de motor capriciosa. De novo, o Chico amarrou um cabo e levou o carro junto com a familinha sorrindente até a próxima cidade. Acho que eles ficaram mais preocupados em saber onde e com quem iamos passar o reveillon (já era quase a hora das comemoraçoes) que com o problema mecânico deles. Nós despedimos com um convite para comer um bom carneiro da Patagonia em Comodoro se passamos pela cidade na volta.

Até agora, nenhuma outra missao apareceu, mas o viagem ainda é longo e estamos de olho!
Dormen tranquile motoristas da America do Sul, estamos rodando!

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Hasta luego Buenos Aires! Nous avons contourné l´Obélisque et continué cap au Sud, l´extrême Sud.
Bahia Blanca - Puerto Madryn (Péninsule Valdez) - Puerto Deseado - Rio Grande.

Des milliers de kilomètres de lignes droites, coupant la Pampa et ensuite les steppes de Patagonie. St Exupéry nous avait prévenu, la Terre est un grand désert.

Après notre aventure humanitaire sur la "Route de l´Enfer", je crois que Chico s´est senti investi d´une mission durant ce voyage, et déniche presque chaque jour veuve et orphelin à sauver. Ainsi, le 29 décembre, à 11h30 au milieu de nulle part, nous avons rencontré Anjel et Lina. 78 et 77 ans, avec sourire, enthousiasme et un moteur épuisé. D´abord, nous les avons remorqué jusqu´à la première ville venue (50 kilomètres plus loin) afin de laisser la voiture dans un minuscule garage de bord de route et d´embarquer nos deux amis à bord jusqu´à leur destination finale, Carmen de Patagones (90 kilomètres au Sud). Lina en se hissant difficilement jusqu`au siège de la voiture, ordonna au milieu de fous rires le signal de départ : "Pata, Pata, Patagonia!". C´est ainsi quelques kilomètres et des dizaines de sujets de conversations plus loin nous avons passé le panneau d´entrée sur le territoire de Patagonie. Nous avons dit au revoir à nos amis, devant la maison de leur fils, un professeur de physique un peu surpris de voir ses parents frapper à la porte entre un brésilien et une française!

C´est toujours plus au Sud, en sortant de la ville de Comodoro Rivadavia (avec des vagues fantastiques!), que nous avons rencontré notre prochaine mission : cette fois une famille entière, avec parents, grand-mère, enfant, bébé et courroi capricieuse. De nouveau, Chico a attaché un câble et emporté la voiture en même temps que la petite famille souriante jusqu´à la ville la plus proche. Ils paraissaient plus inquiets de savoir où nous allions passer le Réveillon (il était déjà presque l´heure des commémorations) que de résoudre leur problème mécanique. Nous nous sommes quittés en recevant une invitation à venir déguster un bon mouton de Patagonie à Comodoro, si nous repassions par cette ville au retour.

Jusqu´à maintenant, aucune autre mission n´est apparue, mais le voyage est encore long et nous sommes à l´affut!
Dormez tranquilles conducteurs de l´Amérique du Sud, on veille sur vous!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Boa viaje, besos!

Duas fronteiras estao para atras! Chegando em Rio Grande no dia 26/12, continuamos direito para Chui, extremo sul do Brasil, numa estrada maravilhosa, encercada de um pantanal cheio de caipivaras e flamingos.

A cidade de Chui é o velho faroeste, uma rua só no meio de cassinos e lojas de roupas de couro. Acertamos as formalidades de entrada e pisamos no glorioso Uruguay!

Devo confessar, que esse país foi uma surpresa grande para nós. As estradas sao ótimas, a paisagem do interior é linda e a cidade de Punta del Este, um balneário impressionante. Um tipo de Buzios maior, onde se encontra numa grande fara a juventude do Brasil, do Uruguay e da Argentina. Chico curtiu um bom charuto a beira mar observando pela frente um foque fazendo virevolta e atrás uma multidao saudavel correndo no pôr do sol.

Chegamos a noite em Montevideo, achamos um hotel "decadente com elegancia" onde se espremer num quarto pequenini, nós e nossas mochilas. Estava tarde e estavamos exaustos, só deu tempo praticar um pouco do nosso espanhol fantástico, no melhor estilo francês para o Chico que responde por "oui, merci" a todo mundo!
O dia seguinte compramos os passagens de buquebus para Buenos Aires. A saida estava marcada na cidade de Colonia del Sacramento. Infelizmente chegamos só a tempo de entrar no barco, a visita desse cidade fica para a volta.

Uma hora se passou atravessando o Rio del Plata, até sair do Buquebus dirigindo el poderoso carro e as rodas tocar enfim o chau argentino. Estavamos na hora de afrontar a alfandega, que tremiamos por causa de todos os documentos requisitados pelo vehiculo nesse país. Uma senhora loura de rabo de cavalho passou a cabeça pela janela do carro. Pegou o bolo de documentos que o Chico tinha na mao, deu uma vaga olhada, e devolveu tudo em 3 segundas levando a mao pelo alto: "Autoriza! Boa viaje...Besos!" À palavra se juntou ao gesto, assim passamos a tremida alfandêga da Argentina ganhando um verdadeiro "Besos" da oficial! Viva Argentina!!!

Músicas: Cake, Jorge Ben

"A estrada do inferno"... Passamos!

Acordamos na madrugada do dia de Natal, num maravilhoso nascer de sol acima dos chalés alemaes de Joinville...prontos a seguir pela frente! Floresta de piños, morros a beira mar, Florianopolis là do outro lado da ponte..tudo lindo, e o nosso dia parecia se encaminhar na maior paz rodoviaria possivél, até uma idea genial do Chico, olhando a mapa num posto de gasolina.




Se aproximando da pequena cidade de Osório, encontraremos duas opçoes: A primeira, seguir pela estrada de asfalto cintilante até Porto Alegre e Pelotas pela frente. Reta tranquila. A segunda opçao, nao desgrudar do litoral, e descer a barra de terra entre a Lagoa dos Patos e as praias, pela "Estrada do Inferno" (referência Guia 4 Rodas) até pegar uma balsa para chegar a Rio Grande. A segunda opcao, seguindo todos os funcionários de postos de gasolina* que consultamos até tomar nossa decisao final, era o caos, sem dúvida. Portanto, em seres sabios e racionais foi essa Estrada do Inferno que seguimos no meio da tarde do dia de Natal...

100 kms rumo ao sul. No inicio a estrada era de asfalte bombardeado por meteorites, alguns dos burracos do chau eram maiores do que eu. Sabiamos que desses 100 kms, só uns 45 eram braves mesmo. Como nao dava para pegar esse trecho de noite, e que o dia já estava se terminando, decidimos esperar o dia seguinte para passar, praticamos o rally fazendo a volta de um lago, eu dirigindo na lama e o Chico atras, de pé na carosseria, com a camera. O lugar é uma reserva de pássaros migratórios: Flamingos, falcoes, e outros voadores faziam a alegria do fótografo que se descobriu uma paixao pela ornitolongia! Nós perdimos no meio desse pantanal, encontramos um velhino simpático de fusca: "No cruzamento que tem pela frente, pega a esquerda, mas fica tranquile, que se pega a direita chega também." "Obrigada!"
Depois de uma boa noite na única pousada de Tavares, là estavamos on the road again! Pronto a afrontar o trecho terrivel da Estrada do Inferno! A lama começou e o Chico colocou as traçoes do carro. Depois do primeiro kilometro, topamos com um ônibus quebrado, o motorista correu atrás do nosso carro para pedir carona até um posto de socorro. Primeira carona do dia. O motorista era o marido da dona da pousada onde dormimos a vespera. Já estavamos antenados. Deixamos ele 3 kms pela frente, pronto a salvar a galera que estava esperando por esse ônibus na beira da estrada. Um kilometro e algumas toneladas de lama depois, encontramos um carro com pneu furado. Ajudamos o casal e oferecemos carona, mas rápidamente consertaram e ficaram prontos a continuar. Mas esses alguns minutos foram suficiente para fazer desse casal nossos melhores amigos durante os próximos kilometros. (Faço questao anotar aqui, que na pergunta "Vcs sao da onde?" ainda ninguem se questionou de nada me ouvindo responder com meu lindo sotaque francês, "Somos do Rio"... Eu ou Chico falando, nem faz diferença, precisei vir até aqui para ser carioca!). Puxamos um outro carro fora de um poço de barra, o Chico bravamente cruzou píscina de lama ao volante do monstro valente que é nosso carro (perdao, o carro do Dedeco. Obrigada sograo!)! Tinha chuvido muito os últimos tempos, e o Inferno era para valer.
Continuamos nossa caridade e oferecemos carona a um último casal, uma senhora e um senhor bem velinhos, que se espremeram atrás entre a mochila e a barraca de camping. Compartilhamos com eles os 40 últimos kilometros que sobravam até Sao José do Norte. Uma convivencia rica em troca de olhares e tentativa de conversa da nossa parte. Em troca das nossas perguntas ganhamos curiosas mas simpaticas olhadas deles. O Chico perguntava, eu respondia e eles observavam a troca, com um certo ar de preocupaçao. No final, acho que eramos muito estranhos para eles.

Essa tripulaçao toda chegou até o embarque da balsa para Rio Grande. Cruzamos o Lago dos Patos e deixamos para traz a Estrada do Inferno com a promesa do que o carro ganhará banho e revisao em Buenos Aires!


*nossos contatos com a sociedade se resumem aos funcionários de posto de gasolina e recepcionaista de hotel desde domingo. Mas a convivencia tà sendo muito boa.

Músicas: Kassin +2, 4 Grandes do Samba